Mas, não esqueça que não basta um visual exuberante, o sabor tem que ser tão marcante quanto a beleza. Assim, "não encomende o bolo sem antes experimentar massa, recheio e cobertura", sugere a confeiteira Flávia Millás, que está há 13 anos no ramo. Flávia trabalha com rolled foundant, uma pasta americana, para fazer a decoração dos bolos. "Essa pasta deixa um acabamento mais bonito e o sabor é melhor", explica. A confeiteira, que também ministra cursos de culinária, diz que esta pasta tem consistência de marzipã e o gosto também fica semelhante, ao acrescentar essência de amêndoa, além de ser menos gorda. A pasta tem a vantagem de durar cerca de 15 dias fora da geladeira. Outra alternativa que a confeiteira está começando a trabalhar é a gunpaste, uma massa elástica mais utilizada para fazer florzinhas. Diante de tanta perfeição há quem se recuse a comer a decoração do bolo. "Muita gente fica com dó e acaba levando para casa para colocar de enfeite", conta Flávia. O bolo de andares parece não sair de moda. A variação fica por conta da posição, cor, decoração e formato. "Eu tenho uma infinidade de fotos que ajudam na escolha. Mas eu prefiro desenhar um modelo diferente", diz Flávia, que também faz a decoração do bolo como o cliente quiser. O recheio tem papel fundamental para que o bolo de andares dê certo. "Como o brasileiro gosta do bolo molhado e bem recheado, não é qualquer recheio que sustenta esta estrutura", diz Flávia, que sugere os de frutas secas, amêndoas, avelãs, nozes e castanhas, que dão acabamento melhor e são mais finos para uma recepção. Como faz parte da realização de um sonho, no bolo "tudo é permitido, não existe regra". A cor do bolo é uma decisão muito particular. "Os tons pastéis com detalhes coloridos são os que saem mais, mas tem gente que escolhe pink", relata a confeiteira. Em alguns casos os tradicionais noivinhos do bolo ganham versões criativas de acordo com o gosto do cliente. "Teve um casal que me pediu para fazer os noivos dentro de um carro. E, outro que me pediu para fazer um casal de noivos com um bebê no colo", conta. Mas, para confeccionar estas decorações tão detalhadas é preciso habilidade, paciência e tempo, dependendo da decoração. "Se o bolo tem muitos detalhes, como florzinhas por exemplo, começo uns 15 dias antes a fazê-las e guardo em local apropriado", conta a confeiteira, que faz a massa e recheio um dia antes e no dia da festa monta o bolo. "A noiva já chega aqui querendo um orçamento. Mas para isso preciso saber data, horário, local, quantidade de pessoas, presença de docinhos e tipo de festa: coquetel, jantar, almoço ou só bolo", explica a confeiteira. Até o modo de servir influi no tamanho e, consequentemente, no preço. "Se o bolo é fatiado e servido de mesa em mesa pelo garçom, o bolo deve ser feito referente a 100% dos convidados, pois deve ter um pedaço pra cada convidado, mesmo que este não coma", explica Flávia. "Se o bolo é fatiado, mas as pessoas é que vão pegá-lo na mesa e durante a festa foram servidas inúmeras entradas, pratos principais e sobremesas, o do bolo pode ser feito relativo a apenas 25% do número total dos convidados", completa. Receitas Bolo de Casamento coberto com pasta de coco Bolo de Casamento Bolo de Casamento I
* De preferência, vá à uma confeitaria por indicação de alguém; * Encomende o bolo com pelo menos 3 meses de antecedência; * Peça sempre a ajuda e opinião de um confeiteiro experiente; * Não esqueça de levar em consideração a refeição que será servida durante a festa, se for o caso; * Compre um bolo que alimente todos os convidados, mas tome o cuidado para que o preço se enquadre no orçamento; * A cobertura deve combinar com a decoração da mesa, não esqueça de dizer ao confeiteiro sobre a decoração; * Nas confeitarias geralmente existem um catálogo com fotos dos bolos, que pode facilitar na hora da escolha; * É importante questionar sobre o transporte do bolo.
Nos tempos medievais, os convidados levavam pequenos pedaços de bolo e os empilhavam em camadas sobre uma mesa. Os noivos, então, tentavam se beijar sobre estes pedaços, para garantir uma vida farta. Um jovem panificador decidiu colocar todos estes pedaços juntos, unindo-os com um creme gelado, dando origem ao conhecido bolo de casamento em várias camadas. Símbolo de sorte e prosperidade, o bolo foi evoluindo, ganhou glacê e decoração especial. Contudo, o que se sabe, é que o bolo de casamento começou a apresentar a forma atual na Itália renascentista, quando os navegadores de Veneza passaram a trazer do exterior o precioso açúcar, libertando a doçaria de sua terra da enjoativa era do mel. As cidades que mais se interessaram pela novidade foram Milão e Florença. Segundo a lenda, o bolo que foi concebido para as núpcias de Ludovico Sforza, duque de Milão, com Beatriz d' Este, no final do século XV, possuía o formato do palácio do noivo. Era tão grande que os convidados poderiam atravessar as portas comestíveis. Isso só não ocorreu porque, na véspera da festa, centenas de ratos devoraram uma ala do doce. Tudo indica que, na França, o bolo de casamento foi introduzido pela italiana Catarina de Médici. Nascida em uma família que por três séculos dominou Florença, ela desembarcou em Marselha, no início do século XVI, com um dote que incluía valiosos livros de receitas e um cortejo de cozinheiros. Nas bodas com o futuro rei Henrique II, da França, ocorrida a seguir, havia um grande bolo de andares. www.brchef.com.br |